SINOPSE
Fascinantes fotografias de pacientes histéricas no asilo La Salpêtrière, publicadas entre 1875 e 1880, revelam uma “visibilidade extrema” que desafia a compreensão. A dor e o prazer dessas mulheres se manifestam em imagens que são tanto atrozes quanto belas, questionando a moralidade vitoriana. O grande médico Jean-Marie Charcot busca descrever cientificamente essas manifestações, transformando a histeria em espetáculo, enquanto a fotografia se torna um meio de explorar a relação de poder entre médicos e pacientes.
A iconografia da Salpêtrière propõe uma nova visão da imagem como um conflito, semelhante ao sintoma na psicanálise. Ao investigar as nuances que tornam a imagem um simulacro, questões fundamentais da história da arte são revisitadas. Este trabalho é essencial para quem se interessa por arte contemporânea e traz uma contribuição significativa à psicanálise, especialmente em sua crítica à noção de sublimação.