SINOPSE
Convergindo para uma visão que enfatiza o determinismo histórico, a pesquisa destaca a importância das preces e rituais como formas de domínio da realidade. Através do método histórico-comparativo, são explorados os gestos arquetípicos da cultura oral e politeísta, contrastando-os com a revelação pessoal de Deus no monoteísmo, que se apresenta como uma teofania, revelando uma vontade suprema em uma sequência de fenômenos interligados no tempo e no espaço.
O estudo revela a oração como uma experiência que une mistério, milagre e êxtase, fundamentando-se na noção de Deus como Ser Pessoal. A evocação de eventos primordiais, segundo a perspectiva mítico-religiosa, manifesta forças sagradas, ressaltando a prece como um poder mágico que exerce influência sobrenatural e promove intervenções divinas na realidade do povo, culminando em uma expressão de existência escatológica.