SINOPSE
A análise da identidade nacional portuguesa revela que o modelo de nação proposto por Ernest Gellner, centrado na modernidade e industrialização, não se aplica adequadamente a este contexto. A exclusividade do vocabulário identitário português na modernidade é questionável, uma vez que muitos autores do século XIX e início do XX valorizavam a tradição, os costumes e a ruralidade, propondo uma narrativa que contrasta com a ideia de desenvolvimento e progresso.
Essa perspectiva crítica desafia a visão contemporânea sobre a identidade, propondo uma reflexão sobre a importância das raízes culturais e da paisagem popular na construção do que significa ser português. A obra convida à reconsideração das narrativas identitárias em um cenário que valoriza a pluralidade e a diversidade cultural.
