SINOPSE
O texto explora a importância de Protágoras na filosofia grega, destacando seu impacto ao deslocar o foco do pensamento para a consciência subjetiva. Seu princípio de que “o homem é a medida de todas as coisas” sugere que a verdade é relativa ao sujeito, antecipando discussões que se estenderão até Kant. Essa ideia, no entanto, apresenta ambiguidades, pois pode ser interpretada tanto como individual quanto universal.
Hegel argumenta que Protágoras limita-se ao ser-para-a-consciência, sem alcançar o ser-em-si, resultando em uma verdade que se reduz ao fenômeno. A distinção entre subjetividade empírica e razão universal é crucial, e essa limitação será superada por Sócrates e Platão, que buscam unir consciência e verdade objetiva.