SINOPSE
O uso indiscriminado do termo “fantástico” na literatura frequentemente gera confusão, ao englobar narrativas que vão além dessa categoria. Essa questão é evidente nas obras de escritores e críticos do século XX, especialmente no Brasil e na Argentina, onde as discussões sobre o modo narrativo fantástico começaram com autores do século XIX. A partir da segunda metade do século XX, estudos significativos surgiram, destacando a singularidade do modo fantástico como um domínio ficcional distinto.
Além disso, a pesquisa aborda a percepção equivocada sobre a escassez de narrativas fantásticas nessas literaturas. A análise de autores menos reconhecidos, como Jayme Griz e Antonio Di Benedetto, revela a riqueza e a diversidade desse gênero, desafiando a ideia de que ele é raro nas produções literárias do Brasil e da Argentina.
