SINOPSE
Análises sobre sepultamentos e cemitérios na vila de São João Batista de Nova Friburgo revelam um panorama fascinante do século XIX. A chegada de imigrantes suíços em 1819, predominantemente católicos, e a subsequente vinda de germânicos evangélico-luteranos em 1824 geraram tensões religiosas e a criação de espaços de sepultamento distintos. As pressões e conflitos entre líderes espirituais moldaram a dinâmica da comunidade, refletindo a luta por reconhecimento e identidade.
A pesquisa, embasada em diários, correspondências e registros de óbito, casamento e batismo, revela como a diversidade religiosa influenciou as práticas fúnebres. As diferentes confissões cristãs na região proporcionaram uma liberdade sem precedentes em relação às opções de sepultamento, resultando em rituais antagônicos que enriqueceram a vivência da morte.