SINOPSE
Uma crítica contundente aos procedimentos jurídicos revela a institucionalização do racismo e a opressão da população negra. A análise se concentra nas audiências de custódia, onde indivíduos detidos têm a chance de expor suas condições e motivos de prisão, mas frequentemente enfrentam um sistema que perpetua a desigualdade. As interações entre juízes, defensores e policiais refletem um ritual que remete à antiga ordem escravocrata, desafiando a noção de democracia.
Por meio de uma abordagem inovadora, a autora utiliza referências africanas e ferramentas negro-feministas para questionar a lógica punitivista do Judiciário. A pesquisa de campo, fundamentada em anos de experiência no sistema penitenciário, oferece uma nova perspectiva sobre o encarceramento em massa, propondo que a libertação da população negra é um desafio essencial para o movimento abolicionista contemporâneo.