SINOPSE
Uma nova edição revisitada traz à tona questões históricas cruciais sobre a execução de milhares de mulheres acusadas de bruxaria no início da Era Moderna. A análise revela como essa perseguição se entrelaça com o surgimento do capitalismo, destacando a destruição do controle feminino sobre a reprodução e a ascensão de um regime patriarcal opressivo. As transformações sociais desse período exigiram um ataque genocida contra as mulheres, cujas implicações ainda carecem de investigação aprofundada.
Explorar a caça às bruxas no contexto das crises demográficas e econômicas dos séculos XVI e XVII é fundamental para entender a nova divisão sexual do trabalho. A perseguição, assim como o tráfico de escravos, foi central na formação do proletariado moderno, tanto na Europa quanto nas Américas, revelando conexões essenciais entre opressão e acumulação primitiva.