SINOPSE
Uma orelha descomunal simboliza a capacidade de ouvir as vozes do mundo e do além, refletindo a realidade social e histórica que se acumula na linguagem. As falas, sejam sutis ou intensas, se entrelaçam, criando uma atmosfera densa que clama por significado, mesmo diante do vazio do céu. O clamor das vidas se transforma em um eco que ressoa, endereçado aos “Santos Anônimos”, figuras que representam a busca por sentido em meio ao caos.
Essa narrativa, difícil de classificar, se insere na tradição do romance, revelando a busca frustrada dos desamparados. Com uma estrutura paradoxal, que flutua entre formação e decomposição, a obra retrata um mundo interiorano, em vias de desaparecimento, onde o rural e o urbano se entrelaçam, deixando um último suspiro de sua existência.
