SINOPSE
Situar o ensaio “Os filhos do barro” como uma tentativa de definir os fundamentos da poesia moderna é o objetivo central deste estudo. O conceito de Ironia/Analogia, elaborado a partir da leitura do romantismo de Iena, revela a dualidade da poesia moderna, intimamente ligada à experiência da Modernidade, que começou a se formar no século XVIII. Essa relação destaca a razão crítica como um paradigma fundamental, onde a negação e a mudança se tornam essenciais.
A poesia moderna emerge como uma marca da consciência dessa cisão, ao mesmo tempo que se apresenta como uma resposta e resistência a ela. O par Ironia/Analogia serve como um meio pelo qual a poesia e o poeta se inserem em um universo dialético, refletindo a complexidade e a tensão do espírito crítico que permeia a arte.