SINOPSE
Literaturas sobre o nazismo frequentemente o consideram uma exceção histórica, desconectada de seu tempo e marcada por abordagens morais que o retratam como um fenômeno pré-moderno. No entanto, a barbárie do III Reich revela-se integrada à modernidade, com laços profundos com a teoria da gestão empresarial. As ideias desenvolvidas durante o regime nazista encontraram ressonância no pós-guerra, especialmente na Bad Harzburg Academy, que formou milhares de executivos.
A figura de Reinhard Höhn exemplifica essa conexão, sendo um jurista que, após o conflito, se tornou um teórico influente em gestão. Seu modelo de administração, que promovia a liberdade individual como motor de desempenho, ecoa nas práticas gerenciais contemporâneas. As semelhanças entre as técnicas nazistas e os métodos modernos levantam questões pertinentes, especialmente em tempos de resurgimento de ideologias fascistas, onde o passado se entrelaça com o presente.