SINOPSE
A visão nazista de cultura era uma reverência ao sangue e à terra, onde a luta pela sobrevivência se tornava essencial. Influenciados por tradições pagãs, os nazistas temiam a extinção cultural e biológica, acreditando que essa distorção começou com a influência semita na Grécia e Roma, agravada pela Revolução Francesa e suas ideias humanistas. Para eles, era necessário uma revolução cultural que unisse natureza e cultura, reescrevendo a história e a moral.
Chapoutot analisa como essa reescrita foi realizada por historiadores, filósofos e juristas, mostrando a crença nazista em sua capacidade de moldar a realidade. A transformação do pensamento levou à naturalização da opressão e do extermínio, apresentando um estudo sobre as ideias que sustentaram esses crimes, que ainda ecoam em projetos conservadores contemporâneos.