SINOPSE
Rompe-se uma antiga estratégia de silêncio na cultura brasileira, onde lendas ocultam violências reais. O “boto” deixa de ser um mito distante e se revela presente nas relações familiares e comunitárias, protegido por costumes e medos. A narrativa expõe como abusos são naturalizados desde a infância, disfarçados de brincadeiras ou cuidados excessivos, mostrando que a violência se constrói no silêncio e na normalização do absurdo.
Convida-se o leitor a confrontar verdades desconfortáveis, questionar heranças culturais e entender que nenhuma lenda justifica a covardia. A obra busca uma ruptura com a conivência e a mentira social que rotula a violência como destino, revelando que covardia é abusar de quem não pode se defender.