SINOPSE
Na quietude de uma biblioteca, um escritor idoso enfrenta o desafio de dar vida a seu último manuscrito. O passado se apresenta em fragmentos, revelando uma infância marcada por perdas e pela desumanização em orfanatos. A narrativa em primeira pessoa explora a ausência que se instala no corpo, onde o silêncio se transforma em abrigo e ferida. Entre casas temporárias e afetos regulados, a escrita se torna um meio de sobrevivência.
As palavras, inicialmente um refúgio, evoluem para uma necessidade vital, moldando um destino inevitável. A obra não busca a superação da dor, mas sim a convivência com as fraturas da vida, oferecendo um retrato profundo da infância e suas complexidades.