SINOPSE
Com rara delicadeza, a narrativa explora a lenta erosão do corpo, da memória e dos afetos. Em uma cadeira de balanço, António observa os dias se acumularem como poeira, enquanto cuida da esposa falecida, transformando gestos cotidianos em rituais de negação e lembrança. O ambiente ao redor, com sua vulgaridade e barulho, contrasta com a solidão que permeia seu pequeno apartamento.
Entre cheiros intensos e sons abafados, a prosa revela um retrato implacável do que resta quando tudo que se tem é o que se foi. A obra convida à reflexão sobre a passagem do tempo e suas consequências.