SINOPSE
Taxado de “antirromance” pela crítica, a narrativa apresenta um diário poético que reflete a ousadia formal de sua época. Ambientada em uma vila sonolenta, onde o tempo parece estagnado, os personagens se revelam como espectros de uma existência sem brilho. O trabalho incessante do caruncho simboliza a deterioração tanto da madeira quanto das almas que habitam esse lugar.
Gabiru, o personagem mais falador, atua como um alter ego, entrelaçando-se com o narrador. Nesse húmus, a imobilidade da vila contrasta com o movimento cíclico e vital da vida, revelando a complexidade das relações humanas.