SINOPSE
Em 1990, o Brasil vivia uma transição democrática após décadas de Ditadura Militar, mas muitos segredos de violência permaneciam ocultos. Durante a gestão da prefeita Luiza Erundina, uma vala coletiva foi descoberta no cemitério Dom Bosco, em Perus, revelando mais de mil ossadas de militantes políticos e indigentes, vítimas de perseguições e extermínios. Essa descoberta trouxe à tona a necessidade de localizar corpos desaparecidos, enterrados sem respeito às famílias.
Pesquisadores da Unifesp retomaram o trabalho de identificação, que havia sido interrompido, enfrentando resistência do Estado. A história dessa vala, que simboliza um dos períodos mais sombrios do país, foi recontada por um jornalista em uma série de reportagens, agora organizadas em um livro. A iniciativa do Instituto Vladimir Herzog visa romper o silêncio sobre as atrocidades cometidas, promovendo a memória e os direitos humanos.
