SINOPSE
Relatos biográficos de experiências traumáticas revelam a complexidade da memória e do trauma. A memória, segundo a perspectiva freudiana, é desafiada pelo trauma, que não se traduz em traços mnêmicos. A distinção entre impressões e traços mnêmicos é fundamental para entender como as memórias traumáticas se manifestam de forma vívida, permanecendo congeladas no psiquismo e exigindo uma nova abordagem para sua expressão.
A criação de imagens sensíveis a partir dessas impressões permite que a literatura de testemunho se torne uma forma de resistência e sobrevivência. A análise de autores que exploram essa temática revela como a escrita pode ser um meio de lidar com o trauma, oferecendo uma narrativa literal que transcende os limites da representação tradicional.