SINOPSE
Diferenças geográficas entre a Reserva Indígena de Dourados e os acampamentos-tekoha revelam a complexidade das lutas dos povos guarani e kaiowá. Essas distinções vão além das características físicas do espaço, envolvendo processos de des-reterritorialização e multiterritorialidade, que moldam as identidades e memórias desses povos. As práticas socioespaciais na reserva são influenciadas por ações do Estado brasileiro, enquanto os acampamentos buscam a reconstrução e afirmação de suas identidades.
O desafio reside em repensar a presença indígena na sociedade brasileira e explorar novas formas de entender o espaço na Geografia, incorporando as cosmogeografias guarani e kaiowá. A luta pela descolonização se entrelaça com as narrativas e estratégias de resistência, oferecendo uma nova perspectiva sobre a relação entre os povos e seus territórios.
