SINOPSE
O conceito de stasis, que representa a guerra civil na Grécia antiga, é explorado de forma provocativa, revelando sua relevância na filosofia política contemporânea. A proposta de uma “stasiologia” busca entender a guerra civil como um elemento central na politização ocidental, destacando seu papel ambíguo na cidadania e suas manifestações ao longo da história.
O ensaio examina a tensão entre a visão clássica, que integra a guerra civil à pólis, e a perspectiva moderna, que tenta erradicá-la, mas acaba por introduzir divisões. A análise abrange também a visão de Johan Huizinga, que sugere uma origem ritual para a guerra, transformando-a em um “jogo sério” que, ao longo do tempo, foi distorcido pelo Estado.