SINOPSE
Explorando o contexto da romanização no Egito, a narrativa investiga as complexas relações entre política, religião e cultura na Alexandria do século II. O culto a Serápis, uma divindade egipto-helenística, foi crucial para a legitimação do poder dos governantes, tanto lágidas quanto romanos, refletindo a dinâmica de poder na região. A cunhagem de moedas com a imagem de Serápis revela a evolução de sua iconografia e seu papel na disputa de poder.
A análise comparativa entre as representações numismáticas e os discursos literários da época permite compreender as motivações por trás das inovações nas representações de Serápis. As tensões entre os alexandrinos gregos e os governantes romanos evidenciam como a divindade se tornou um símbolo de identidade cultural e legitimidade política, sendo utilizada por ambos os lados na luta por reconhecimento e poder.