SINOPSE
Encarar a situação entre Israel e Palestina sob a perspectiva colonial oferece novas compreensões sobre o insucesso do processo de paz. O debate acadêmico frequentemente ignora a dimensão histórica, focando apenas nas relações de poder e nas intenções dos envolvidos. Este ensaio propõe uma análise do processo de paz como uma estratégia de um Estado colonial, surgida em junho de 1967, e como resposta das populações afetadas.
A discussão revela como as elites israelenses lidaram com o dilema de governar novos territórios, enquanto tentavam manter a identidade democrática e judaica do Estado. A solução de “dois Estados” é apresentada como um plano israelense, apoiado por uma coalizão internacional, que, apesar de suas falhas, continua a sustentar o processo em andamento.
