SINOPSE
A interpretação da revelação como possessão ou ditado divino chegou ao fim. A crítica bíblica desmantelou o literalismo, enquanto a autonomia do mundo e do sujeito impede a visão de um intervencionismo milagroso. Questões históricas deslegitimam particularismos etnocêntricos, levando a uma nova compreensão: a revelação divina é um ato de amor que deseja se manifestar a todos, superando limitações criaturais.
Essa nova perspectiva propõe que a revelação não é um ditado, mas um reconhecimento da presença divina. A transmissão dessa experiência, através de profetas, desperta a fé crítica, permitindo que cada um se reconheça na mensagem. O projeto intelectual busca o sentido histórico das ideias teológicas, promovendo um diálogo entre a Tradição e a cultura contemporânea, beneficiando tanto indivíduos quanto religiões.