SINOPSE
Uma pesquisa aprofundada revela as práticas de aborto e infanticídio na Paraíba entre as décadas de 1960 e 1970, explorando como discursos jurídicos, médicos e políticos moldaram a percepção dessas ações. O estudo investiga a construção de narrativas que classificavam tais práticas como criminosas, ao mesmo tempo em que buscavam disciplinar os corpos das mulheres, alinhando-se às políticas de natalidade da ditadura civil-militar.
Com base em um rico acervo documental, a análise destaca como as mulheres paraibanas foram vistas em momentos de vulnerabilidade, refletindo as dinâmicas de poder e as normatizações de gênero que marcaram a época. Uma leitura provocativa que instiga reflexões sobre a história e os corpos femininos.