SINOPSE
O abuso do poder religioso nas eleições transcende a fé, refletindo um neocoronelismo que se infiltra na política por meio de instituições privadas com domínio econômico. Essa dinâmica se torna problemática quando certas instituições religiosas se entrelaçam com interesses políticos, promovendo uma ideologia que favorece grupos majoritários e seus autointeresses.
A análise crítica desse fenômeno revela a necessidade de atenção da justiça eleitoral, que deve considerar os limites constitucionais. A liberdade religiosa, garantida no Estado Democrático de Direito, não deve servir como justificativa para práticas que comprometem a integridade do processo eleitoral.