SINOPSE
Movido pela ideia de que o “fim do mundo” se manifesta em sucessões de colapsos, a coletânea explora a fragmentação da linguagem, da política, do amor e da memória. A diversidade de tons, que varia entre o metapoético e o amoroso, revela como expressar experiências já fraturadas. A primeira parte destaca a poética como um jogo com a tradição, enquanto a segunda traz uma crítica contundente à violência racial e à burocracia.
A terceira parte revela uma voz mais íntima, abordando o cotidiano e o amor com delicadeza. Por fim, a quarta parte mergulha na memória e na consciência ecológica, unindo mito e realidade em um fluxo verbal coerente. A obra se destaca pela mistura de estilos e pela contaminação de vozes, refletindo um nervo raro na poesia contemporânea.