SINOPSE
Ao longo da história brasileira, a crença de que o governo deve resolver todos os problemas sociais, políticos e econômicos se consolidou, mesmo diante da desconfiança em relação aos políticos. A contradição entre protestar contra a classe política e, ao mesmo tempo, clamar por mais intervenção estatal revela um paradoxo profundo na relação dos brasileiros com o Estado. A análise abrange desde Dom João VI até Dilma Rousseff, explorando como essa ideia se enraizou na cultura nacional.
Com uma abordagem leve e bem-humorada, a narrativa investiga a formação cultural do Brasil, destacando a onipresença da burocracia e a preservação de um Estado monumental. Através de reflexões de pensadores brasileiros e portugueses, o texto convida à reflexão sobre a complexa relação entre o povo e suas instituições governamentais.