SINOPSE
A escravidão de africanos na colônia portuguesa da América foi um fenômeno marcante e duradouro. A partir da tríade pano, pau e pão, a autora revela os consensos da época sobre o tratamento dos escravos, mostrando como essa prática era vista como familiar e regulada pela sociedade dos séculos XVI a XVIII. A análise provoca uma reflexão sobre a normalização de uma realidade que, sob a perspectiva contemporânea, parece brutal e inaceitável.
Ao explorar as regras e prescrições que moldavam a vida dos escravizados, o texto convida o leitor a compreender a complexidade desse sistema, desafiando a visão simplista de arbítrio e capricho dos senhores. A obra se torna uma importante ferramenta para entender as dinâmicas sociais e as relações de poder da época.
