SINOPSE
Publicada em 1972, a obra marca o surgimento da sociolinguística variacionista, uma área que explora a relação entre mudança e variação linguística. A pesquisa revela que as línguas evoluem por meio das interações sociais dos falantes, desafiando a visão tradicional que separa linguagem e sociedade. Essa abordagem destaca a importância dos contextos sociais na formação das línguas, mostrando que não existem “línguas” isoladas, mas sim falantes que moldam a comunicação.
A sociolinguística variacionista também confronta preconceitos sobre dialetos e formas de falar, especialmente aqueles associados a grupos marginalizados. Ao desmistificar a ideia de “deficiência verbal”, a pesquisa evidencia que a norma culta é um construto social, questionando a hierarquia entre as formas linguísticas e promovendo uma compreensão mais inclusiva da linguagem.
