SINOPSE
Uma análise profunda do papel dos militares na política brasileira entre 1889 e 1985 revela a complexa relação entre as Forças Armadas e o Estado. A trajetória desse ator social é marcada por intervenções diretas no poder, destacando momentos cruciais como 1937 e 1964, além do impacto do Ato Institucional nº 5, que consolidou um regime autoritário. O estudo investiga como os militares se tornaram uma força autônoma, desafiando a liderança civil e moldando a história do Brasil.
O retorno dos militares ao poder em 2018, através de um candidato de extrema direita, reabre discussões sobre a democracia no país. A idealização desse novo líder, impulsionada por eventos traumáticos do passado, levanta questões sobre a continuidade de práticas autoritárias. A reconstituição histórica proposta neste ensaio busca elucidar a evolução do militarismo e suas implicações para a política contemporânea.
