SINOPSE
Narrativas de identidade no início do século XX buscavam alinhar discursos identitários ao programa estatal republicano. A proposta inicial envolvia a transferência da população do norte de Portugal para o sul, permitindo uma adaptação às condições climáticas e ambientais da região, considerada similar aos locais tropicais coloniais, especialmente no verão. Essa migração visava não apenas a integração, mas também a influência cultural nas comunidades do sul, promovendo um intercâmbio que moldaria o modo de pensar e viver dos habitantes da fronteira do Douro.
As características da região, ligadas ao patrimônio muçulmano, facilitavam o contato entre as populações nortenhas e as do sul. Essa interação buscava uma assimilação de costumes tradicionais, promovendo um “modus vivendi” que refletia as aspirações dos doutrinadores políticos e dos gramatistas identitários. O objetivo era criar uma identidade que se aproximasse das características do território tropical do império colonial português, estabelecendo uma conexão entre passado e presente.




