SINOPSE
No início do século XX, a pesca ganhou destaque como atividade essencial, impulsionada por mudanças legislativas que buscavam regionalizar e regulamentar a profissão do pescador. Essa transformação foi possível devido a um longo processo de preparação durante o período imperial, que culminou na necessidade do Estado de conhecer e controlar os recursos naturais e sociais do Brasil. A criação da Confederação de Pesca e das federações estaduais organizou os pescadores em comunidades, permitindo um controle mais efetivo da produção pesqueira.
Além disso, a Marinha teve um papel crucial ao formar uma reserva naval composta por pescadores, que poderia ser mobilizada em tempos de guerra. A obra explora como a estruturação da atividade pesqueira impactou os direitos e deveres dos pescadores, destacando as diferenças em relação ao restante da população durante a Primeira República, e enfatiza a importância do Estado em reconhecer e explorar o potencial econômico da pesca.




