SINOPSE
A sociedade contemporânea enfrenta um crescente processo de medicalização da existência, onde o sofrimento e as manifestações da dor são considerados intoleráveis. Nesse cenário, a busca incessante pelo bem-estar e pela felicidade transforma o sofrimento em uma patologia a ser corrigida, levando a uma expansão dos diagnósticos que inclui comportamentos e emoções antes vistos como parte da condição humana.
Esse fenômeno, observado tanto na clínica quanto na pesquisa, levanta questões sobre a singularidade do sujeito. A tentativa de eliminar o sofrimento pode resultar na perda de formas autênticas e criativas de viver, evidenciando a complexidade da experiência humana.