O instituto da naturalização: Mercadores–banqueiros na conjuntura comercial da América dos Áustrias

Yvone Dias Avelino

SINOPSE

A presença do capital estrangeiro, especialmente dos mercadores-banqueiros portugueses, foi crucial para o desenvolvimento econômico da Hispano-América durante o período dos Áustrias. A análise revela a suplementação da poupança local pelo fluxo de capital no circuito atlântico e as tensões entre os interesses da Coroa e as necessidades nacionais. Enquanto a realeza buscava maximizar seu patrimônio, a política europeia frequentemente se sobrepunha às necessidades do império.

A Espanha, um Estado moderno em formação, enfrentava desafios significativos para proteger seu valioso patrimônio colonial. Essa situação gerou mitos que obscurecem o desenvolvimento do capitalismo espanhol nos séculos XVI e XVII, incluindo a ideia de uma monarquia centralizada e a eficácia do controle político sobre investidores estrangeiros.

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