SINOPSE
O harém fascina o imaginário ocidental, envolto em mistério e sedução. A visão de mulheres isoladas, à mercê de seus senhores, persiste, mesmo com estudos que abordam a condição feminina em culturas islâmicas. Narrativas de viagens ao Império Otomano, Pérsia e Norte da África, entre os séculos XVI e XVIII, revelam representações que moldaram a percepção ocidental sobre o harém, associando-o à luxúria e ao exotismo.
Um relato médico de 1791, sobre haréns no Reino de Marrocos, destaca o choque entre práticas médicas europeias e mouras. Essa pesquisa ilumina a complexidade das trocas culturais, trazendo à tona uma análise pouco explorada, que desafia visões simplistas e convida à reflexão sobre as relações entre diferentes sociedades ao longo do tempo.
