SINOPSE
Em um espaço onde o tempo parece estagnar, um escriba se depara com um papiro que desafia sua função tradicional. Com fibras desgastadas por tentativas de compreensão, o papiro exige uma abordagem radical: a exposição. Ao relatar a vida de figuras de poder, o escriba percebe que a autoridade se dissolve em contradições, enquanto a fé se fragmenta em dúvidas e a ambição revela seu verdadeiro temor.
Conforme a escrita avança, a linha entre o escriba e seu objeto se torna tênue. A linguagem escapa ao controle, e a estrutura das narrativas se desmorona, revelando fissuras que não podem ser ignoradas. O que se apresenta é uma reflexão sobre a fragilidade do humano e a impossibilidade de ocultar suas vulnerabilidades.