SINOPSE
Uma análise profunda revela como o Estado Republicano tratou os indígenas sul-mato-grossenses, rotulados como “indisciplinados” e “infratores”, por meio do encarceramento. A pesquisa etnográfica e genealógica expõe a trajetória de autóctones do oeste paulista, desde a “pacificação” até a transformação da Terra Indígena do Icatu em instituições correcionais, revelando um passado de repressão e exclusão.
O estudo investiga sessenta e quatro transferências sob a justificativa de “cumprimento de pena”, destacando os nomes e retratos que resistem ao apagamento histórico. Ao traçar a evolução da malha punitiva, chega à Penitenciária Estadual de Dourados, onde se intensificam as violações enfrentadas pelos Guarani e Kaiowá.