SINOPSE
Uma imersão no universo yanomami revela a importância dos sonhos como portais para outros mundos. Para essa comunidade, sonhar não é um desejo pessoal, mas uma experiência coletiva que mobiliza desejos alheios. Os sonhos, ao serem compartilhados, desempenham funções práticas e políticas, influenciando a vida cotidiana, como a vigilância em relação a inimigos ou a proteção de entes queridos.
A habilidade de sonhar, especialmente entre os xamãs, permite a exploração do desconhecido e a conexão com o outro. Neste contexto, a celebração dos 30 anos da Terra Indígena Yanomami ressalta a relevância dos sonhos na resistência cultural e na troca de saberes.