SINOPSE
João Maurício de Nassau-Siegen, um governante do Brasil no século XVII, destacou-se por suas qualidades excepcionais e formação humanista. Nomeado pela Companhia das Índias Ocidentais, ele chegou ao Recife em 1637, exercendo funções de governador e almirante-geral. Sua experiência de sete anos no Nordeste é central para a análise de sua administração, que contrasta com a colonização lusitana, trazendo à tona a possibilidade de um destino nacional diferente, influenciado pela ética protestante e pelo espírito do capitalismo.
A narrativa apresenta uma avaliação crítica da ocupação holandesa, desmistificando a figura de Nassau. Embora tenha mostrado talento militar, sua incapacidade de conquistar Salvador teve consequências significativas para os Países Baixos. A conquista estratégica em Angola revela a dependência da economia açucareira nordestina em relação ao trabalho escravo, desafiando as noções tradicionais sobre o desenvolvimento capitalista na região.
