SINOPSE
A análise do procedimento de revista íntima na Penitenciária do Serrotão revela a pedagogização do corpo feminino entre 2009 e 2014. O ritual de desnudamento das visitantes, que incluía agachamentos sobre um espelho, visava impedir a entrada de objetos proibidos, refletindo a dinâmica de poder nas unidades prisionais brasileiras. A pesquisa investiga as razões para que essa vistoria fosse restrita ao corpo feminino, destacando a experiência da agente de segurança penitenciária que vivenciou essas práticas.
Utilizando metodologias como a Ego-história e a História Oral, a autora busca explorar suas memórias e as histórias das profissionais envolvidas. A obra discute conceitos de disciplina e poder, trazendo à tona as masculinidades presentes no ambiente prisional e evidenciando como o corpo feminino, apesar das resistências, permanece encarcerado nas relações sociais e institucionais.
