SINOPSE
O extrativismo mineral moderno-colonial desempenhou um papel crucial na formação do projeto civilizatório contemporâneo, moldando a vida social atual. A exploração das riquezas minerais, impulsionada pela invasão colonial do Novo Mundo, desencadeou deslocamentos geológicos e antropológicos que culminaram na crise ecológico-civilizatória que enfrentamos hoje. A busca incessante por ouro e outros metais se tornou a força motriz da colonização, estabelecendo bases materiais e simbólicas para a dominação hegemônica moderna.
Desde a primeira edição, em 2013, eventos significativos marcaram o cenário da mineração na América Latina, revelando a gravidade da situação. Crimes ambientais e sociais, como o desastre da Samarco e a violência contra ativistas, ilustram a continuidade da exploração e da opressão. A mineração, desde suas origens, permanece como uma ferida aberta na América Latina e no Sul global, com um legado de sangue e destruição que se perpetua ao longo da história.
