SINOPSE
O processo de emergência das medicinas tradicionais indígenas nas políticas públicas de saúde é analisado por meio de discursos de diversos atores, revelando uma dinâmica que conecta o global ao local. Essa interação resulta em novas formações culturais, onde as políticas que definem ‘tradição’ criam uma formação discursiva, denominada ‘políticas da tradição’. Exemplos incluem iniciativas que buscam integrar as medicinas tradicionais ao sistema oficial de saúde.
Os discursos oficiais, ao serem apropriados pelos povos indígenas, servem a seus interesses culturais, evidenciando o fenômeno da indigenização. Esse processo permite que as comunidades mantenham sua autonomia e revertam o controle estatal em favor de suas necessidades, contribuindo para o fortalecimento do direito indígena à saúde diferenciada.




