SINOPSE
O exílio do povo Canela é marcado por desespero e dor, com corpos inertes sobre esteiras de palha de buriti. Em uma terra árida e implacável, a fome e as doenças se tornam companheiras constantes, enquanto os gritos das aves noturnas ecoam como presságios de morte. A cada amanhecer, os aflitos se reúnem para enterrar seus entes queridos em covas rasas, sob a proteção de jiraus de madeira ressequida.
As noites são preenchidas pelo som nostálgico de cabaças indígenas e flautas rústicas, que reverberam a saudade e a tristeza de um povo em busca de esperança em meio ao sofrimento. A luta pela sobrevivência se entrelaça com a memória e a cultura, criando um retrato profundo da resistência e da dor.