SINOPSE
Reconhecido como um monumento literário, Mário de Andrade se destaca por sua multifacetada personalidade, autodenominando-se “trezentos” e “trezentos-e-cinquenta”. Entre 1935 e 1938, ele atuou como diretor do Departamento de Cultura e Recreação da prefeitura de São Paulo, uma experiência inovadora que buscava democratizar o acesso à cultura em uma cidade marcada pela rotina do trabalho. As cartas enviadas a seu parceiro político revelam a intensidade e os desafios enfrentados nesse período.
Embora o projeto tenha sido interrompido pela ditadura do Estado Novo, as reflexões de Mário sobre sua experiência no Departamento de Cultura revelam um lamento profundo por não ter conseguido institucionalizá-lo. Essa vivência se torna um símbolo de sua luta pela cultura como um meio de emancipação social, refletindo a paixão compartilhada entre ele e seu companheiro de jornada.