SINOPSE
Uma velha estação chega ao fim, enquanto um corpo se transforma em outro. O brilho da lua em Reykjavík ilumina um mundo à beira do colapso. A poética explora a ideia de inventário, refletindo sobre o que se tem sob cuidado em tempos de desordem. O estranhamento de quem perdeu algo essencial permeia os versos, evocando a sensação de exílio e a busca por reconhecimento em um país familiar, mas distante.
Com um olhar introspectivo, a autora reúne experiências de deslocamento e maternidade, criando um “inventário imaterial” que dialoga com poetas influentes. A transição do italiano para o português revela uma voz íntima e inquisitiva, compartilhando transformações profundas e a beleza inquietante da reintegração de um corpo. Cada verso vibra como um prenúncio de tempos incertos.