SINOPSE
Crianças e adolescentes diagnosticados como intersexuais enfrentam intervenções médicas e cirúrgicas desde a infância, visando corrigir características anatômicas consideradas atípicas. A crença de que essas adequações garantem bem-estar psicossocial e sexual ignora o direito à autodeterminação e à integridade do corpo desses indivíduos.
Essas intervenções, realizadas sem a participação do sujeito afetado, comprometem seu desenvolvimento pessoal e psicológico. A análise crítica questiona a legitimidade dessas práticas em uma sociedade que frequentemente impõe normas sexistas e heteronormativas, desconsiderando a voz e a experiência dos intersexuais.
