SINOPSE
O tráfico transatlântico de escravos é um tema amplamente debatido na historiografia, sendo crucial para a manutenção da escravidão nas Américas. A partir de 1807, a Inglaterra aboliu o tráfico para suas colônias e intensificou esforços para acabar com essa prática no Atlântico, promovendo um discurso oficial de contenção. Entretanto, comerciantes e financiadores ingleses, especialmente de Liverpool, Londres e Manchester, viam a continuidade do comércio como vital para seus lucros.
Essa contradição entre a política externa britânica e os interesses capitalistas revela uma sociedade complexa e multifacetada. A ideia de uma “Grã-Bretanha unida contra o tráfico” é uma simplificação errônea, e é necessário considerar as diversas motivações que permeiam a relação entre política e comércio para entender essa questão histórica.
