SINOPSE
Apresentado como conferência inaugural na Universidade de Basileia, esse ensaio marca a transição de um jovem filólogo para questões filosóficas mais profundas. No cerne do texto está a “questão homérica”, debatida por estudiosos do século XIX, que questionam a autoria da Ilíada e da Odisseia, propondo uma visão de compilações orais. A tensão entre a análise científica e a apreciação artística é explorada, refletindo sobre a verdadeira missão da filologia clássica.
Com uma crítica à técnica de dissecção textual, o autor sugere que a disciplina deve educar e inspirar, utilizando o modelo grego como um espelho cultural. Essa reflexão já antecipa a complexidade do pensamento que viria a se desenvolver em sua obra, abordando a intersecção entre ciência, arte e vida.