SINOPSE
A trajetória acadêmica de Heidegger teve início na teologia, mudando para a filosofia em 1912 e adotando uma espiritualidade conciliatória em 1919. Durante esse período, ele critica a teologia por sua dependência da metafísica para compreender o divino, apresentando um ser supremo impessoal. Influências de figuras como São Paulo e Lutero moldaram seu pensamento, culminando em uma obra fundamental que revela a conexão entre o cristianismo e sua interpretação da vida proto-cristã.
A analítica do Dasein impactou tanto a teologia católica quanto a protestante, refletindo-se em pensadores como Karl Rahner e Paul Tillich. A relação fraternal e intelectual com Rudolf Bultmann, que se estendeu por cinquenta anos, resultou na adoção da analítica heideggeriana em sua teologia existencial, dando origem ao método hermenêutico da Demitologização, que busca desmistificar a Bíblia para uma compreensão mais autêntica da fé.