Gregório de Matos – Volume 3: Poemas atribuídos. Códice Asensio–Cunha

Gregório Matos e de Guerra

SINOPSE

Na sátira que se revela, o personagem satírico expõe vícios e viciosos por meio de categorias éticas, jurídicas e teológico-políticas da “política católica” ibérica. Os poemas apresentam oposições como catolicismo e heresia, brancura e não brancura da pele, e liberdade e escravidão, entre outras, refletindo uma crítica contundente à corrupção da sociedade. A indignação do protagonista, que se considera virtuoso, é expressa de forma retórica, revelando um mundo caótico e a luta contra a degradação moral.

Através de uma técnica poética sofisticada, a obra constrói uma narrativa que mescla indignação e ironia. O personagem, ao afirmar que a ordem racional está corrompida, utiliza a sua ira como motor criativo, desafiando a disciplina poética e revelando a complexidade da sua indignação. Através de uma linguagem rica e provocativa, a sátira convida à reflexão sobre os valores e a moralidade da época, ressoando com questões contemporâneas.

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